
Importação de azeites
Segundo o Conselho Oleícola Internacional (COI), o Brasil é o segundo maior importador mundial de azeite de oliva no mundo, consumindo mais de 62 mil toneladas de azeite estrangeiro, que faz do país o sétimo maior consumidor deste produto.
Sim, exatamente isso que você leu! Apenas 1% do azeite consumido no Brasil é produzido em terras nacionais. Os principais olivais estão concentrados na Grécia, Itália, Turquia, Marrocos, Tunísia, Portugal e Argélia. Já olhando para mais perto, temos Argentina e Peru como os maiores fornecedores de azeite para o Brasil.
No entanto, por mais que o Brasil seja um dos maiores importadores, nosso mercado consumidor ainda é relativamente baixo. Em média, o brasileiro consome menos de 300 mililitros de azeite por ano. Na prática, isso significa que o potencial de crescimento desse mercado é enorme, e o Brasil pode ocupar posições de ainda mais destaque no futuro. Este fato é corroborado ainda mais com o aumento do consumo durante a pandemia. O consumo regular de azeite de oliva aliado a uma dieta balanceada, auxilia a manutenção do colesterol, e, durante a pandemia que as pessoas tiveram que passar mais tempo em casa, o hábito de cozinhar se tornou uma realidade e foi possível perceber um aumento no consumo do produto pela classe média, o maior público consumidor do item.
Como importar azeite?
Quem deseja importar este produto deve se atentar aos requisitos brasileiros. Assim como a importação de vinhos, existem procedimentos específicos para se importar azeite, como a necessidade de LI (Licença de Importação), obrigatoriedade de exame laboratorial e rotulagem correta seguindo a legislação brasileira. O registro no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) também é obrigatório para os importadores. Aqueles que apresentarem Certificados de Análise do azeite emitidos por laboratórios credenciados pelo MAPA nos países de origem não precisam coletar e analisar amostras no Brasil.
Esta análise é muito importante pois é preciso identificar se os azeites atendem os parâmetros de qualidade exigidos pela legislação, caso contrário, o MAPA não concede a licença de importação ao importador.
Cuidados com a importação de azeites
Pode não ser de conhecimento do público em geral, mas a falsificação de azeites de oliva acontece. A fraude mais testemunhada é a mistura de óleo de soja com corantes e aromatizantes artificiais, assim como a venda de azeite de oliva refinado como azeite extravirgem. Ano passado, o MAPA apreendeu mais de 151 mil garrafas de azeite de oliva adulterado em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Goiás, Paraná e Santa Catarina.
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