Novo processo de importação: atualizações e o que muda em 2026
O novo processo de importação não é só uma mudança de rotina: ele aumenta a exigência sobre dados, documentos e coerência entre informações ao longo de toda a operação. Em 2026, o importador que ainda trata importação como tarefas soltas (comprar, embarcar, desembaraçar) tende a sofrer mais com custos “invisíveis” — como retrabalho, armazenagem, exigências e atrasos.
Na Interseas, a visão é simples: importação eficiente começa antes do embarque. E, em 2026, isso fica ainda mais verdadeiro.
Ao longo deste artigo, você vai entender o que é o novo processo de importação, quais atualizações ganham força em 2026, o que muda na prática e como se preparar para operar com mais previsibilidade.
O que é o novo processo de importação
O novo processo de importação é uma forma mais integrada de conduzir a operação, baseada em consistência de dados e rastreabilidade. A informação certa, no lugar certo, no momento certo.
Na prática, isso significa:
- mais coerência entre descrição de mercadorias, classificação fiscal, valores e documentos;
- menos margem para “ajustes de última hora” (porque divergências travam etapas);
- mais importância para governança, padronização e conferência antes do embarque.
Por que 2026 é um marco para as empresas que importam
Em 2026, a operação tende a ficar mais exigente por dois fatores:
- Fiscalização e validações mais integradas: inconsistências aparecem mais cedo e com mais frequência.
- O custo do erro aumenta: divergências pequenas (descrição, NCM, quantidades, valores, INCOTERM, peso/volume) viram atraso — e atraso vira dinheiro.
Ou seja: o importador paga mais caro quando “descobre no desembaraço” algo que deveria ter sido resolvido no planejamento.
Etapas do novo processo de importação (visão prática)
Mesmo com variações por modal e tipo de carga, o fluxo do novo processo de importação costuma seguir esta lógica:
1) Planejamento antes da compra
- validação de NCM e tratamento administrativo;
- definição de INCOTERM e estrutura de custos;
- avaliação de anuências/licenças e requisitos.
2) Padronização de dados e documentos
- descrição técnica coerente e completa;
- cadastros corretos (produto, fornecedor, condições comerciais);
- dossiê documental organizado desde o início.
3) Embarque com dados consistentes
- alinhamento entre invoice, packing list, conhecimento de carga e demais documentos;
- atenção a pesos, volumes, quantidades e unidades.
4) Desembaraço com menos retrabalho
- divergências geram exigências;
- consistência diminui atrasos e custo de armazenagem.
5) Pós-desembaraço e compliance
- auditoria interna e trilha de evidências;
- ajustes de processo com base no que gerou atrito.
Atualizações para 2026: o que muda na prática
A seguir, os pontos que mais impactam o dia a dia e que mais geram custo quando ignorados:
Maior exigência na descrição de mercadorias
Descrição não é detalhe. Em 2026, descrições genéricas tendem a gerar mais exigências, retrabalho e inconsistências com classificação fiscal.
O que fazer:
- criar padrão interno (material, aplicação, modelo, composição, especificação relevante);
- padronizar unidade de medida e linguagem técnica.
Revisão constante de NCM e parametrizações
NCM errada é risco alto — especialmente quando não “conversa” com descrição e documentação.
O que fazer:
- revisar NCM por família de produtos;
- manter histórico do racional usado na classificação.
Menos tolerância a divergências entre documentos
Qualquer desalinhamento (valor, peso, quantidade, incoterm, moeda, condição comercial) vira gatilho para exigência e atraso.
O que fazer:
- checklist único de documentos antes do embarque;
- conferência cruzada “invoice x packing x BL/AWB”.
Mais importância para governança e rastreabilidade
A operação precisa ter dono, regras e registros.
O que fazer:
- definir responsáveis por etapa;
- registrar decisões críticas (NCM, incoterm, rota, composição do custo).
Convite: participe da live sobre o novo processo de importação (Promovida pelo Moc com mediação da COO da Interseas)
Para aprofundar esse tema com exemplos e visão prática, a Interseas convida você para uma live sobre novo processo de importação e as atualizações para 2026:
- Data: 27/01
- Horário: 10h
- Realização: Hub Mulheres no Comex (MoC)
- Mediação: Sheine L. Braga (COO da Interseas)
- Convidada: Mônica Figueiredo
- Onde assistir: YouTube (ao vivo) — https://www.youtube.com/watch?v=okZRxwI-cu4
Se sua empresa importa (ou quer importar com menos risco), essa conversa vai ajudar a entender o que realmente muda e como se preparar.
Erros comuns no novo processo de importação (e como evitar)
“Deixar para ajustar depois”
Quando a carga já está em trânsito, corrigir dados custa caro.
✅ Solução: procedimentos internos antes de compra e antes de embarque.
“Cadastro bagunçado de produtos e fornecedores”
Cadastro ruim vira documento ruim — e documento ruim vira atraso.
✅ Solução: saneamento de cadastros + padrão único de informações.
“Tratar o desembaraço como responsabilidade só do despachante”
O despachante executa, mas as decisões e dados normalmente nascem dentro da empresa.
✅ Solução: alinhar compras, fiscal, logística e qualidade; definir dono do processo.
Checklist rápido: como se preparar para 2026
- entender as mudanças do NPI;
- revisar base de NCM e tratamento administrativo (principalmente itens recorrentes);
- padronizar descrição de mercadorias com critérios técnicos;
- criar um fluxo de validação documental antes do embarque;
- definir responsáveis e aprovações por etapa;
- medir custo de retrabalho (armazenagem, demurrage, atraso) para priorizar melhorias;
- contar com uma boa assessoria!
Conclusão
O novo processo de importação em 2026 favorece quem estrutura informação e padroniza o fluxo antes do embarque. Isso reduz custos invisíveis, diminui atrasos e aumenta previsibilidade.
E se você quer aprofundar o tema com visão prática, participe da live do dia 27/01 às 10h no YouTube, promovida pelo MoC, com mediação da nossa COO Sheine L. Braga e participação da Mônica Figueiredo (MDIC).
FAQ
O que é o novo processo de importação?
É um modelo mais integrado e orientado a dados, no qual informações e documentos precisam estar consistentes desde o início da operação, com mais validações e rastreabilidade.
O que muda no novo processo de importação em 2026?
A tendência é maior exigência de qualidade de dados, menos tolerância a divergências e maior impacto financeiro quando há inconsistências em descrição, NCM e documentos.
Como reduzir atrasos no novo processo de importação?
Padronizando descrições, revisando NCM, criando checklist documental antes do embarque e definindo governança interna por etapa.

